Queridos, tragam o café pois hoje vamos mergulhar fundo num assunto dolorido porém, de suma importância: as pessoas mais difíceis da nossa vida.
Existem pessoas que a gente ama e que, ainda assim, fazem doer lugares em nós que ninguém mais consegue alcançar.
Às vezes é a mãe.
O pai.
O marido.
Um irmão.
Alguém que faz parte da nossa história há tanto tempo que já não sabemos muito bem onde termina o amor e onde começa a dor.
E talvez você já tenha tentado compreender essa pessoa de todas as maneiras possíveis.
Você conhece a história dela.
Sabe o que ela viveu.
Conhece suas limitações.
Talvez saiba que sua mãe também teve uma mãe difícil.
Que seu pai nunca aprendeu a demonstrar afeto.
Que seu marido carrega as próprias feridas.
Você compreende.
Mas ainda dói.
E existe uma culpa muito silenciosa que nasce justamente aí.
Porque uma parte sua pensa:
“Mas eu já deveria ter superado isso.”
“Eu já entendi que ela é assim.”
“Eu já perdoei.”
“Eu sei que ele fez o que conseguia.”
“Eu não queria mais sentir essa raiva.”
“Eu amo essa pessoa. Por que ainda sinto tanta mágoa?”
E talvez, justamente porque você ama, tenha passado muitos anos tentando fazer essa dor desaparecer através da compreensão.
Mas compreender a história de alguém não apaga automaticamente aquilo que aconteceu dentro de você.
Você pode compreender sua mãe e ainda sentir falta da mãe que precisava ter tido.
Pode amar seu pai e ainda carregar as consequências da ausência dele.
Pode reconhecer as qualidades do seu marido e, ao mesmo tempo, admitir que determinados comportamentos machucam você.
Pode amar alguém profundamente…
e ainda estar profundamente magoado com essa pessoa.
Uma coisa não anula a outra.
E talvez seja justamente aqui que exista algo importante para você olhar.
Porque existe uma pergunta que fazemos muitas vezes:
“Por que essa pessoa é assim?”
Mas talvez exista uma pergunta ainda mais importante:
“Quem EU me torno quando estou diante dessa pessoa?”
Observe.
Talvez você seja uma mulher segura, adulta, independente…
mas diante da sua mãe volte a se sentir uma menina tentando desesperadamente ser aprovada.
Talvez você seja uma pessoa que coloca limites muito bem no trabalho, com amigos, com conhecidos…
mas diante do seu pai não consiga dizer não.
Talvez você saiba exatamente o que merece em um relacionamento…
mas, diante daquela pessoa específica, aceite coisas que jamais aconselharia alguém que ama a aceitar.
Talvez uma frase seja suficiente para você voltar a sentir aquela velha culpa.
Talvez um silêncio desperte rejeição.
Talvez uma crítica faça você sentir que nunca é boa o suficiente.
Talvez você passe dias ensaiando uma conversa e, quando finalmente está diante daquela pessoa, não consiga dizer nada.
Ou diga tudo.
Exploda.
Chore.
Se culpe depois.
Prometa que da próxima vez vai reagir diferente.
Até que tudo acontece novamente.
E então eu quero te fazer outra pergunta:
Será que você está reagindo apenas ao que essa pessoa faz hoje?
Ou existe uma história inteira sendo despertada dentro de você cada vez que essa relação toca naquele mesmo lugar?
Porque algumas relações acessam lugares muito profundos.
Memórias.
Papéis que aprendemos a ocupar.
Medos.
Crenças.
Necessidade de aprovação.
Sensação de abandono.
Responsabilidade excessiva pelo outro.
Culpa por escolher a si mesmo.
E, dentro da maneira como compreendo a espiritualidade, algumas relações também podem carregar histórias que não começam necessariamente nesta vida.
Mas independentemente de onde essa história começou, existe uma coisa que me importa muito:
o que ela continua produzindo dentro de você hoje?
Porque descobrir a origem pode trazer compreensão.
Mas nós não queremos apenas uma explicação bonita sobre o passado.
Queremos liberdade no presente.
E talvez liberdade não seja conseguir finalmente mudar a sua mãe.
Talvez ela nunca mude.
Talvez seu pai nunca consiga reconhecer aquilo que você gostaria que ele reconhecesse.
Talvez aquela pessoa nunca consiga oferecer o pedido de desculpas que você merecia ouvir.
E eu sei que aceitar isso pode doer.
Mas existe uma diferença muito grande entre aceitar uma pessoa como ela é…
e aceitar continuar sendo machucado por ela.
Aceitação não significa:
“Tudo bem o que fizeram comigo.”
Não significa não colocar limites.
Não significa continuar convivendo da mesma maneira.
Não significa permanecer onde você não quer mais estar.
Não significa engolir a dor em nome de uma suposta evolução espiritual.
Para mim, aceitação é parar de gastar a própria vida lutando contra o fato de que aquilo aconteceu…
e começar a perguntar:
“O que eu escolho fazer com essa história agora?”
Você pode amar e colocar limites.
Pode compreender e dizer não.
Pode perdoar e se afastar.
Pode desejar genuinamente que alguém seja feliz sem continuar entregando a essa pessoa as chaves da sua paz.
E talvez seja isso que eu gostaria que você levasse desta carta hoje:
você não precisa mudar essa pessoa para transformar profundamente essa relação dentro de você.
Talvez exista uma parte sua que ainda esteja esperando.
Esperando sua mãe finalmente enxergar.
Seu pai finalmente reconhecer.
Seu marido finalmente compreender.
Esperando receber hoje aquilo que faltou tantos anos atrás.
E essa parte merece ser ouvida.
Não julgada.
Não silenciada com um “você precisa perdoar”.
Não obrigada a pensar positivo.
Ou a ser “mais evoluída”.
Ela precisa ser cuidada.
E é justamente para relações assim que o Mapa da Alma pode ser um atendimento muito profundo.
Você pode chegar até mim com essa relação.
Com essa pessoa.
Com essa história que você já tentou compreender tantas vezes.
E nós vamos olhar especificamente para ela.
Através dos Registros Akáshicos, podemos investigar espiritualmente a raiz dessa relação e aquilo que a sua alma considera importante compreender sobre essa história.
Podemos olhar para o que nasceu na infância.
Para as crenças que foram construídas.
Para os padrões que você continua repetindo.
E, dentro da sua própria compreensão espiritual, investigar também se existem vínculos ou histórias anteriores que sejam importantes para o que você está vivendo agora.
Mas existe uma pergunta que, para mim, é ainda mais importante:
O que a sua alma recomenda que você faça com essa relação hoje?
Porque eu não quero deixar você presa ao passado.
Quero ajudar você a seguir!
Durante o Mapa, também trabalho com ThetaHealing aquilo que surgir como crença, padrão ou bloqueio importante nesse processo.
E você recebe a sua fórmula personalizada de Florais de Bach para continuar cuidando das emoções que essa relação desperta em você.
A mágoa.
A culpa.
A raiva.
O medo.
A dificuldade de dizer não.
A necessidade de aprovação.
A sensação de responsabilidade pela felicidade do outro.
Aquilo que for seu.
Porque talvez você não consiga mudar essa pessoa.
Mas pode mudar profundamente o lugar que ela ocupa dentro de você.
E talvez seja justamente aí que comece a liberdade que você está procurando há tanto tempo.
Se, enquanto lia esta carta, você pensou imediatamente em alguém…
talvez exista alguma coisa aí pedindo a sua atenção.
Você não precisa descobrir tudo sozinho…
Eu ajudo você a acessar as respostas que a sua alma já conhece!
Se sentir que chegou a hora de olhar para essa relação com mais profundidade, eu estou aqui.
Com todo meu carinho,
Um beijo,
Dri
P.S.: Coração limpo não significa memória apagada. Talvez você se lembre para sempre do que aconteceu. A diferença é poder se lembrar sem continuar entregando ao passado o poder de decidir quem você será hoje.


